Título: Israel estuda medidas para prevenir atos de judeus radicais
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Fonte: O Estado de São Paulo, 21/02/2005, Internacional, p. A11

O primeiro-ministro Ariel Sharon cada vez mais é chamado de traidor. Os ministros israelenses estão recebendo ameaças de morte. Manifestantes têm cercado políticos importantes e os vaiado durante seus compromissos públicos. Os israelenses de extrema direita estão se tornando cada vez mais estridentes nos últimos meses por causa da retirada de colonos judeus da Faixa de Gaza. Muitos israelenses fazem paralelos com o período de fanatismo em 1995 que precedeu o assassinato do primeiro-ministro Yitzhak Rabin, morto por um extremista que rejeitavas as concessões que o chefe de governo estava fazendo aos palestinos.

Sharon, que apoiou os colonos por décadas, tem sido o alvo de sua ira desde o ano passado, quando anunciou seu plano de retirar cerca de 9 mil colonos de Gaza e centenas de quatro assentamentos na Cisjordânia.

As forças de segurança de Israel não informaram sobre evidências de planos específicos de violência contra Sharon, mas altos funcionários israelenses estão pedindo medidas preventivas como a prisão sem julgamento, que é permitida pelas leis israelenses. A prática, conhecida como detenção administrativa, foi amplamente usada contra palestinos suspeitos de serem militantes, mas muito raramente contra israelenses.