Título: Vagas formais aumentaram 60,2% no governo Lula
Autor: Marcelo Rehder
Fonte: O Estado de São Paulo, 04/04/2005, Economia, p. B3
Nos 2 primeiros anos do governo Lula, foram criados 2,168 milhões de empregos formais em todo o País. É um número 60,2% maior que o registrado nos 2 últimos anos do governo Fernando Henrique Cardoso (1,353 milhão), mas ainda bem abaixo dos 10 milhões prometidos em campanha. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. Mensalmente, as empresas são obrigadas a informar ao governo dados individualizados dos trabalhadores que admitiram ou desligaram no mês anterior. Até fevereiro, haviam sido criados no governo Lula 2,357 milhões de empregos com carteira assinada.
O aumento da oferta de emprego nos últimos dois anos reflete a expansão da atividade econômica. Nesse período, o Produto Interno Bruto (PIB) teve crescimento médio anual de 2,87%, ante 1,47% de média nos 2 anos anteriores. "Havendo aumento da produção, há impacto positivo no mercado de trabalho", afirma o economista Márcio Pochmann, pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Segundo ele, o emprego formal só começou a reagir em 1999, quando houve a mudança no regime cambial do País, que passou de fixo para flutuante. De 1995 a 1999, o emprego formal recuou de 19,7 milhões para 19,6 milhões, equivalente a uma variação média anual negativa de 0,02%, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE.
Em 2003, havia 23,7 milhões de assalariados com carteira assinada, o que correspondeu a um crescimento médio anual de 4,8%. Pochmann observa que para cada ponto porcentual de aumento no PIB, o emprego com carteira cresceu 2,45%, superior à média do mercado de trabalho, que foi de 1,68%.