Título: Com índices e dólar em baixa, fundos esperam a vez
Autor: Daniela Milanese, Graziella V. e Silvia Fregoni
Fonte: O Estado de São Paulo, 17/06/2005, Investimentos, p. H1
As elevadas taxas de juro mantêm os fundos cambiais e de inflação sem competitividade, porque inibem o avanço do dólar e da inflação. De acordo com alguns analistas, os cambiais podem ficar pouco mais interessantes a partir do fim do ano. "O pano de fundo macroeconômico sugere opções mais interessantes a curto prazo", diz Odair Abate, estrategista do BankBoston. Os juros bastante altos são atrativos para a entrada de recursos externos, um dos fatores que deprimem o dólar. Abate pondera, ainda, que uma mudança desse quadro vai depender de alteração brusca do cenário externo que reduza o fluxo de recursos ao País. "Uma provável retomada de queda da taxa de juros no segundo semestre poderá trazer algum alento aos fundos cambiais." O quadro político que precederá as eleições de 2006 também poderia favorecer esses fundos.
Os fundos de inflação podem ser interessantes apenas para quem investe a longo prazo, já que, para este ano, a tendência é de desaceleração do IPCA e IGP-M, indexadores dos títulos que formam a carteira. "É reflexo do que o Banco Central vem fazendo para o controle da inflação", avalia o economista Flávio Serrano, da Ágora Senior.