Título: Consultas de crédito ao BNDES caíram para R$ 4,9 bi em julho
Autor: Alaor Barbosa
Fonte: O Estado de São Paulo, 12/08/2005, Economia & Negócios, p. B4
No mês anterior, o volume chegou a R$ 12 bilhões, segundo dados preliminares
RIO - O volume de novas consultas ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) caiu para R$ 4,974 bilhões no mês passado, segundo dados preliminares da instituição. Em junho, esse número atingiu R$ 12,011 bilhões e a média mensal no primeiro semestre ficou em torno de R$ 8 bilhões, somando R$ 47,6 bilhões, o que ilustra a desaceleração registrada no mês passado. Os dados referentes às novas consultas servem como indicador da disposição dos grandes grupos de fazer investimentos, já que o banco estatal é um dos principais financiadores desses empreendimentos.
Os números efetivos deverão ser divulgados só na próxima semana e os dados preliminares foram divulgados no boletim Sinopse do Investimento.
No acumulado janeiro a julho, o volume de consultas representa crescimento de 7,22% em relação a igual período do ano passado, o que indica uma desaceleração expressiva em relação ao ritmo de 25% observado até junho.
O volume de desembolsos este ano, porém, registrou aumento, atingindo R$ 4,44 bilhões em julho, elevando o acumulado no ano para R$ 24,479 bilhões, o que representa aumento de 16,69% em relação a janeiro-julho de 2004. Para atingir o orçamento deste ano, de R$ 60 bilhões, o banco terá de desembolsar mais R$ 35,5 bilhões, o que dá uma média mensal de R$ 7,1 bilhões.
Na quarta-feira, em entrevista coletiva após reunião com um grupo de economistas, o presidente da instituição, Guido Mantega, reiterou a sua confiança na manutenção dos investimentos. Ele comentou que três ou quatro grandes projetos deverão ser aprovados nos próximos dois meses e os setores elétrico,de papel e celulose e siderúrgico "estão indo muito bem".
Na avaliação de Mantega, houve desaceleração dos investimentos no início do ano, com alguma restrição para os grandes, que estariam sendo retomados, conforme previsão da instituição para os próximos dois meses. Prevaleceram, no primeiro semestre, investimentos de modernização e produtividade, de menor porte. Nesse sentido, aumentaram os financiamentos para a compra de máquinas e equipamentos, que aumentam a eficiência industrial.
Os enquadramentos e as aprovações até julho mantiveram ritmo acelerado. Pelos dados da Sinopse, os enquadramentos em julho somaram R$ 7,2 bilhões, elevando o acumulado no ano para R$ 51,6 bilhões, o que indica aumento de 44,85% em relação aos primeiros sete meses do ano passado.
Já as aprovações do mês passado somaram R$ 5,755 bilhões, com o acumulado em sete meses totalizando R$ 28,345 bilhões, aumento de 31,01% ante igual período do ano passado.