Título: Consumidor não sente no bolso o recuo dos preços
Autor: Márcia De Chiara
Fonte: O Estado de São Paulo, 04/09/2005, Economia & Negócios, p. B1
Em meio a tantas deflações, o consumidor ainda não sentiu no bolso que o seu dinheiro passou a valer um pouquinho mais nos últimos meses. ¿Tudo está subindo¿, disse o motorista Claudinei Rodrigues de Abreu, de 39 anos, casado e pai de 3 filhos. No mês passado, ele gastou R$ 380 na despesa de supermercado. Na sexta-feira, a sua previsão era de desembolsar R$ 400 pelas compras do mês. Com renda mensal de R$ 1,4 mil, ele contou que depois dos gastos com alimentação, higiene e limpeza, o que mais pesa no orçamento da casa é a despesa com luz, telefone e água, e que tem dificuldades para fechar o mês com o próprio salário. ¿Faz mais de um ano e meio que estou no cheque especial.¿
Kátia Nestlehner, pesquisadora do Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) há 20 anos, afirma que o consumidor normalmente não sente o recuo dos preços porque os índices são uma média das cotações, e nem sempre os produtos que estão em queda fazem parte integralmente do do orçamento daquela pessoa. Para economizar, ela recomenda pesquisar preço em pelo menos dois estabelecimentos. Outra dica é que os melhores dias para ir às compras são terça e quarta-feira, quando os supermercados carregam nas promoções.