Título: Merkel condena seqüestro de arqueóloga alemã no Iraque
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Fonte: O Estado de São Paulo, 01/12/2005, Internacional, p. A22

E deixa claro que tanto seu governo quanto o Parlamento alemão não vão ceder a qualquer tipo de chantagem terrorista

A chefe do governo da Alemanha, Angela Merkel, condenou ontem o seqüestro da arqueóloga alemã Susane Osthoff por extremistas no Iraque. "O governo fará o possível para obter a libertação da refém e de seu motorista", disse ela ao discursar pela primeira vez no Parlamento desde que assumiu. "Uma coisa, porém, deve ficar muito clara: o governo e o Parlamento não se deixarão chantagear", acrescentou Merkel em meio a acalorados aplausos do plenário. Merkel enviou uma mensagem de solidariedade aos parentes de Susane, seqüestrada na sexta-feira. E classificou o terrorismo como o grande desafio da comunidade internacional. "O combate ao terror deve continuar, pois se trata de garantir as conquistas de nossa civilização, como a liberdade, a tolerância, o respeito aos direitos humanos, a democracia e o estado de direito", concluiu.

A oposição alemã (liberais, esquerda e verdes) também condenou o seqüestro e manifestou integral apoio a Merkel. "Estamos com o governo", disse o líder liberal Guido Westerwelle. O comunista Gregor Gysi aproveitou a chance para condenar também as intervenções militares no Iraque, Afeganistão e ex-Iugoslávia. "Nenhuma dessas guerras levou à redução do terrorismo, ao contrário aumentou a intensidade dele", disse.

Além da arqueóloga alemã, foram seqüestrados, no sábado, o pacifista britânico Norman Kember e três colegas dele, dois canadenses e um americano. Eles trabalham para uma ONG cristã do Canadá.