Título: Ministro rebate críticas contra `obras eleitoreiras¿
Autor: Diego Escosteguy e Leonardo Goy
Fonte: O Estado de São Paulo, 10/01/2006, Nacional, p. A4

Em seu primeiro dia de vistoria da operação tapa-buraco, o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, teve de rebater, mais de uma vez, as críticas da oposição, incluindo a de que o programa é eleitoreiro. "Não acho que tem de parar obras porque é ano eleitoral", disse. Apesar da declaração, enquanto o ministro conversava com jornalistas - na inspeção das obras no km 7 da BR-040, perto de Brasília -, militantes do PT esticavam atrás dele uma faixa: "Moradores de Cidade Ocidental agradecem ao presidente Lula pelas obras na rodovia e no município."

Em outro local do canteiro de obras, havia uma faixa menor: "É isso aí, Lula." Era assinada pelo PT de Luziânia (GO). A assessoria de Nascimento informou que ele não sabia da faixa.

Nascimento visitou ontem três frentes de trabalho. Além da BR-040, vistoriou as obras de duplicação da BR-060, que vai de Brasília a Goiânia. A última parada foi no quilômetro 4 da BR-070, que une a capital federal a Cuiabá.

Nascimento, que é filiado ao PL, fez as vistorias acompanhado do diretor-geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), Mauro Barbosa da Silva, e do deputado Sandro Mabel (PL-GO), que escapou de ter seu mandato cassado e já manifestou a intenção de disputar o governo de Goiás. O deputado petista Rubens Otoni (GO) também acompanhou as visitas.

Nas conversas com os jornalistas, Nascimento defendeu a operação tapa-buraco das críticas de técnicos quanto à época do ano escolhida para a realização das obras. Eles alegam que as obras, em época de chuva, vão deteriorar rapidamente. "Estamos em época de chuva. Mas nada impede que entre uma chuva e outra se façam as obras."

O ministro ainda afirmou que há dez anos não se fazem investimentos concretos na manutenção de rodovias. Na operação tapa-buraco, iniciada ontem, serão investidos R$ 440 milhões na recuperação emergencial.