Título: Serviço 911 justificou fama de ineficiente
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Fonte: O Estado de São Paulo, 01/04/2006, Internacional, p. A28

As chamadas para o serviço emergencial 911 divulgadas ontem trazem à tona a frustração e confusão vividas por um homem não identificado, na Torre Sul. Ele ligou para o 911 às 9h06, pouco depois do segundo avião atingir o edifício. Nos 11 minutos seguintes, sua ligação foi transferida de telefonistas da polícia para o dos bombeiros, e depois de volta para a polícia.

Desse modo, o 911 justificou sua reputação de ser um serviço débil, perigoso, que o prefeito na época, Rudolph W. Giuliani, tentou mudar, tendo obtido pouco sucesso. O atual prefeito, Michael Bloomberg, espera melhorar o 911 investindo perto de US$ 1 bilhão.

A voz do homem, que ligava de um dos escritórios no 88.º andar, foi removida da gravação pela prefeitura. Pela resposta da telefonista, parece que ele queria deixar o local. "Você não pode fazer isso. Você tem de esperar até que alguém chegue até aí", diz ela ao homem.

A funcionária recomendou que ele pusesse toalhas molhadas ou tapetes sob a porta e disse que iria conectá-lo com o Departamento de Bombeiros. Quando ela tentou transferir a ligação, o fone chamava, chamava. Foram 15 vezes, antes de ela desistir e tentar um escritório dos bombeiros em outro bairro. No fim, uma pessoa atendeu e pediu ao homem que explicasse o problema, fazendo-o repetir a informação dada minutos antes à telefonista da polícia.