Título: Bornhausen: 'PT vive no submundo'
Autor: Alexandra Penhalver, Carlos Marchi e Chico de Gois
Fonte: O Estado de São Paulo, 14/07/2006, Nacional, p. A4
O presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen, distribuiu ontem nota à imprensa em que reiterou as suspeitas que havia levantado anteontem, relacionando o PT e a facção criminosa PCC. Bornhausen acrescentou detalhes às acusações que havia feito anteriormente.
No texto, Bornhausen afirma que "falta de responsabilidade na escolha de dirigentes é característica do Partido dos Trabalhadores" e lembra que Silvio Pereira e Delúbio Soares, personagens do escândalo do mensalão, "eram dirigentes da Executiva Nacional do PT e hoje estão sendo processados pelo procurador-geral da República", Antonio Fernando de Souza. Afirma também que Bruno Maranhão, dirigente do Movimento de Libertação dos Sem-Terra (MLST), "era dirigente do PT quando comandou o vandalismo no Congresso e está preso".
Bornhausen diz ainda, na nota: "O Jilmar Tatto, membro da Executiva do PT de São Paulo, ex-secretário de Transportes da gestão Marta Suplicy, responde a inquérito em Santo André por favorecimentos ilegais a perueiros ligados ao narcotráfico e ao PCC."
O senador, justificando a associação entre PT e PCC, afirma também: "Parcela do PT vive no submundo de Santo André (onde o prefeito petista Celso Daniel foi assassinado), vive no submundo do mensalão e no submundo do MLST."
Bornhausen diz que a polícia de Santo André solicitou a prisão preventiva do ex-secretário. E conclui: "Segundo o inquérito, Tatto autorizou que perueiros da extinta cooperativa Transmetro fossem incluídos na cooperativa Cooper Pam, acusadas de ligação com o PCC."