Título: 'Foi oportunismo do PFL', acusa Berzoini
Autor: Alexandra Penhalver, Carlos Marchi e Chico de Gois
Fonte: O Estado de São Paulo, 14/07/2006, Nacional, p. A4

Presidente nacional do PT e coordenador-geral da campanha de Lula à reeleição, o deputado Ricardo Berzoini (SP) reagiu às declarações do presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC) - que integra a coordenação da campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência -, e o acusou de ter agido de forma "oportunista e golpista". Bornhausen sugeriu ligação entre PT e PCC.

A indignação de Berzoini fez, primeiro, o petista distribuir nota à imprensa. "Lamento que um senador da República aja de forma tão irresponsável e golpista, usando do oportunismo em um assunto de tamanha gravidade como a crise e a violência que se alastram no Estado de São Paulo." Para Berzoini, o pefelista agiu de maneira "leviana" ao tentar relacionar "a imagem de um partido democrático e comprometido com a luta do povo brasileiro com a de uma organização criminosa".

Mais tarde, em entrevista, o petista seguiu o mesmo tom: "É uma postura desqualificada e desrespeitosa." Em seguida, cobrou do PFL - que hoje governa o Estado com Cláudio Lembo - que discuta a crise e não rebaixe o nível do debate eleitoral. "Quem administrou São Paulo nos últimos 12 anos foram PSDB e PFL."

"O tema é delicado e o debate é legítimo, mas desde que não se entre no campo do aproveitamento, de rebaixamento desnecessário que, tenho certeza, outros integrantes do PFL condenam", prosseguiu. Berzoini lembrou que a gestão Lula tem trabalhado para colaborar com São Paulo e fez "oferta equilibrada" ao colocar a Força de Segurança Nacional à disposição. Lembo a recusou por duas vezes: a primeira em maio - quando houve a primeira onda de ataques - e agora, desde que as ações voltaram a ocorrer.