Título: Cofres bolivianos engordaram em US$ 150 milhões
Autor: Agnaldo Brito
Fonte: O Estado de São Paulo, 22/09/2006, Economia, p. B6
A nacionalização da indústria de hidrocarbonetos da Bolívia gerou em maio uma receita adicional para o governo de US$ 150 milhões, disse o presidente Evo Morales. O presidente boliviano, que discursou ontem no fórum de líderes mundiais da Universidade Columbia, em Nova York, não deu detalhes sobre como ele planeja usar essa receita. Em seu discurso, Evo deu uma visão geral das reformas que ele está planejando para restaurar a dignidade dos bolivianos e melhorar a distribuição de renda. A Bolívia é uma nação 'com tanta riqueza, mas com tanta pobreza', disse Evo. A riqueza é deficientemente distribuída e estamos começando a recuperar o controle daqueles recursos naturais.'
Em maio, Evo anunciou a nacionalização do setor de hidrocarbonetos, dando o controle da indústria para a estatalYPFB. Mas, e empresa enfrenta sérios problemas financeiros e, no mês passado, a YPFB pediu ao Banco Central local um financiamento de US$ 180 milhões.
Evo reiterou sua rejeição aos modelos econômicos ocidentais, dizendo que aquelas políticas exacerbaram desigualdades socioeconômicas na Bolívia e em outros lugares na região. Contudo, ele expressou apoio ao direito de propriedade. 'Um modelo econômico orientado em direção à concentração de riqueza na mão de poucos não vai funcionar no nosso país. Mas respeitamos que há diversidade econômica em nosso país. Respeitamos a propriedade privada.'