Título: Lideranças de PSDB e PFL preparam ofensiva pessoal por votos no Nordeste
Autor: Christiane Samarco
Fonte: O Estado de São Paulo, 27/08/2006, Nacional, p. A8
Para reforçar a candidatura do tucano Geraldo Alckmin no Nordeste, os senadores Sérgio Guerra (PSDB-PE) e Heráclito Fortes (PFL-PI), coordenadores da campanha, vão visitar os principais Estados da região na próxima semana. O roteiro começa no Maranhão e termina na Bahia. Enquanto os dois senadores se deslocam para o nordeste, o presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), que passou a semana no Ceará, retorna à Brasília.
Essa mobilização foi anunciada pelo senador Sérgio Guerra, que não esconde sua irritação com os rumores de que Tasso Jereissati teria abandonado a campanha nacional por conta do fraco desempenho de Alckmin e em função de sua briga política com o governador Lúcio Alcântara, candidato à reeleição ao governo cearense.
Tasso e Alcântara estão rompidos, o que está prejudicando a campanha de Alckmin no Estado. "Tasso está fazendo a campanha que está faltando no Ceará", reagiu Sérgio Guerra, preferindo não entrar na briga entre os dois tucanos cearenses, mas sinalizando acreditar que haja pouco empenho de Alcântara. A permanência de Tasso no Ceará foi acertada na semana passada em reunião do comando da campanha.
O senador Heráclito Fortes sugeriu que os parlamentares usassem a tribuna do Senado para atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que vem sendo feito por ele e pelo senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA). É uma questão que divide o comando da campanha de Alckmin. "Isso não resolve nada. Precisamos estar nos Estados", retrucou o presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), que passou a semana em campanha em Santa Catarina. Segundo Bornhausen, duas estratégias devem ser seguidas nesse momento: o setor de marketing tenta angariar votos pela propaganda eleitoral no rádio e na televisão e os políticos buscam a mobilização de suas bases nos municípios, arregimentando prefeitos.
Apesar das pressões para que o programa de TV tenha tom mais agressivo, os coordenadores da campanha sustentam que eles têm sido bem avaliados em várias partes do País - Salvador é uma das praças consideradas exceção.
Para Sérgio Guerra, a campanha entrou numa fase que torna desnecessária a presença dos parlamentares em Brasília. "Não adianta ficar fazendo reuniões. As providências estão sendo tomadas e temos de buscar votos", disse o senador.
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