Título: País cresceria menos sem imigração, avalia banco
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Fonte: O Estado de São Paulo, 30/08/2006, Internacional, p. A13
A economia da Espanha depende do trabalho dos imigrantes, diz um estudo do banco espanhol Caixa Catalunha. Entre 1995 e 2005, os imigrantes foram responsáveis pela metade do crescimento do consumo e também ficaram com a metade dos novos empregos na Espanha. Sem eles, o país teria perdido 0,64% por ano de sua renda per capita no mesmo período.
A mão-de-obra estrangeira foi decisiva para que a riqueza por habitante tivesse um aumento médio anual de 2,6%, no período. A Espanha, país da União Européia (UE) que mais recebeu imigrantes entre 1995 e 2005, registra um crescimento econômico maior que o de seus vizinhos. O PIB espanhol registrou, no período, um aumento médio de 3,6% por ano, 1,5 ponto percentual acima da média dos outros membros da UE. O PIB espanhol, sem os imigrantes, cairia mais de 1 ponto percentual por ano, segundo a projeção, feita este ano.
A Espanha viveu um aumento da proporção de sua população economicamente ativa em relação ao total de habitantes.
O ganho é explicado, em grande parte, pois a maioria dos imigrantes chega ao país em idade de trabalhar.
A população residente na Espanha cresceu, na última década, 10,7%, ritmo muito mais intenso que o da maioria de seus vizinhos da UE. Entre os novos habitantes do país no período, 79,4% são imigrantes. Ainda segundo o estudo, na UE, apenas as economias da Irlanda, Finlândia e França cresceriam - ainda que menos - sem a contribuição da mão-de-obra imigrante. Nos Estados Unidos e na Europa, o debate sobre os efeitos da imigração é um dos mais controversos e está longe do fim.