Título: Como funciona a mágica
Autor: Lu Aiko Otta
Fonte: O Estado de São Paulo, 12/11/2006, Economia, p. B5

O problema: O governo quer investir mais, mas é obrigado, por lei, a fazer poupança, o chamado superávit primário, que cobre as despesas do governo para pagamento de juros. Existe uma meta fixada na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO): superávit primário de 4,25% do PIB, de cerca de R$ 97,6 bilhões, dos quais R$ 56,2 bilhões devem ser poupados pelos ministérios.

Soluções tradicionais: Para investir mais e, ao mesmo tempo poupar, o governo poderia cortar outros gastos (o que Lula não quer) ou aumentar a arrecadação (que a população não quer) ou ainda diminuir essa meta de superávit primário (que o mercado não quer).

Solução PPI: O governo gasta mais com investimentos, mas desconsidera esses gastos no cálculo do superávit primário. No próximo ano, em vez de economizar recursos equivalentes a 4,25% do PIB, a poupança poderá ser de 4,05% do PIB e ainda assim a meta será dada por cumprida.

Diferenças: O gasto do PPI é considerado diferente dos demais, porque se refere a projetos que trazem retorno econômico para o País.