Título: Partidos deverão manter fusões
Autor: Fontes, Cida
Fonte: O Estado de São Paulo, 09/12/2006, Nacional, p. A4
Os partidos que correram depois das eleições de outubro para fazer fusão e superar a cláusula de barreira deverão manter seus acordos mesmo com o fim da exigência. Com críticas à decisão do Supremo Tribunal Federal, o líder do PL na Câmara, Luciano Castro (RR), afirmou que a fusão com o Prona que levou à criação do Partido da República (PR) será mantida. No mesmo sentido, o PPS, o PHS e o PMN devem manter a Mobilização Democrática (MD), o partido que substituirá as três siglas depois da fusão. O PTB e o PAN também deverão manter a união.
O PL e o Prona, que já formalizaram a fusão, apenas esperam a aprovação final da nova sigla pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). ¿O PL não conseguiu superar a cláusula, mas fomos à luta, fizemos fusão, criamos outro partido e, de repente, o STF diz que não é nada disso! Estão mudando as regras com o jogo já jogado¿, criticou Castro. Para ele, partidos de aluguel farão negócios, vendendo tempo na TV.
A regra derrubada pelo Supremo previa que os partidos que não passassem a barreira teriam de dividir 1% do fundo partidário, constituído com recursos públicos. Os ¿barrados¿ também não teriam direito a assento nas CPIs ou comissões permanentes do Congresso e teriam menos tempo na TV.
¿Se todas as cláusulas acabaram, a fusão com PPS e PMN não traria mais vantagem¿, disse o presidente do PHS, Paulo Roberto Matos. Ele afirmou, no entanto, que a fusão não é apenas para atender a uma exigência da lei. ¿Temos um projeto político-partidário para o País. Somos uma nova força política.¿ O presidente do PPS, deputado Roberto Freire (PE), disse que o processo de fusão continua e não há razão para reconsiderar a decisão.