Título: Pacote para crescimento da economia sai até o dia 20
Autor: Veríssimo, Renata
Fonte: O Estado de São Paulo, 02/01/2007, Economia, p. B1
O aguardado pacote do governo com medidas de estímulo ao crescimento da economia deverá ser anunciado entre os dias 15 e 20, disse ontem o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Depois de vários adiamentos, esta é mais uma tentativa de fechar as medidas do chamado Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), como o pacote foi batizado, ontem, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no discurso de posse no Congresso. Todos os adiamentos foram provocados pelo descontentamento de Lula, que aposta nessas ações para imprimir a marca do seu segundo mandato.
¿As medidas terão foco nos investimentos em infra-estrutura, na desoneração tributária e no programa fiscal de longo prazo¿, disse Mantega, durante a solenidade de posse, no Congresso Nacional.
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse que o pacote visa a destravar os investimentos. O governo vai ¿botar para quebrar¿ para garantir o crescimento da economia, disse, acrescentando que o País tem todas as condições para crescer 5% ao ano. Bernardo afirmou que a maior parte das medidas do pacote vai depender de aprovação do Congresso. ¿O presidente vai encaminhar as medidas no início dos trabalhos do Legislativo.¿
Para Mantega, o grande desafio do segundo mandato do presidente Lula será ¿superar aquilo que foi feito no primeiro¿. ¿Muita coisa já foi feita, mas é preciso ser mais ousado e ir mais adiante garantindo as conquistas que já ocorreram¿, completou Mantega. Segundo o ministro, nos últimos meses de 2006 a economia do País já teve um crescimento ¿robusto¿. ¿É um ambiente bastante favorável que vai continuar alimentando esse crescimento, que será estimulado pelas medidas que vamos tomar¿, disse.
O ministro de Relações Institucionais, Tarso Genro, afirmou que o objetivo de produzir um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 5% em 2007 ¿é o que norteia a equipe econômica neste início do segundo mandato¿.
¿O País tem condições para um crescimento muito superior ao de 2006. Pode ser 5,1% ou 4,9%, mas deve estar nesse patamar¿, afirmou.
¿A expectativa é absolutamente otimista. É a de ter a oportunidade de o País se desenvolver e distribuir renda¿, afirmou a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Ela salientou que o segundo mandato de Lula começa com a perspectiva ¿de muita força e realização¿.