Título: Para economista, medidas em estudo são insuficientes
Autor: Veríssimo, Renata
Fonte: O Estado de São Paulo, 06/12/2006, Economia, p. B3
O economista-chefe da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco, avaliou ontem que as medidas até agora ventiladas pelo governo, dentro do pacote fiscal e tributário e de estímulo ao investimento, são positivas mas insuficientes 'para dar um 'plus' que mude o patamar da taxa de crescimento econômico do País'.
Castelo Branco disse ser necessário fazer a reforma tributária. Para o economista, a alta carga tributária, o crescente gasto público, a baixa capacidade de investimento público e algumas restrições de regulação, que limitam investimentos em infra-estrutura, são fatores que mantêm a taxa de investimento baixa e o crescimento reduzido.
As altas taxas de juros, até recentemente, eram apontadas pela CNI como as vilãs do crescimento. 'Em 2006, houve queda dos juros, mas esse não é o nosso único problema', justificou. Segundo o economista, o spread bancário (margem de lucro dos bancos) não caiu mesmo com a queda dos juros e as medidas oficiais para estimular sua redução.
A CNI deve divulgar no dia 19 a nova estimativa de crescimento do PIB em 2006. Segundo Castelo Branco, ela deve girar em torno da atual, de 2,9%.