Título: Petrobrás quer aderir ao Nível I da Bolsa
Autor: Pamplona, Nicola
Fonte: O Estado de São Paulo, 15/02/2007, Economia, p. B4

A Petrobrás pretende aderir ao Nível 1 da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ainda este ano, informou ontem o gerente de Relações com Investidores da estatal, Raul Campos. ¿A companhia já tem condições de aderir ao Nível 1. O tema será levado ao conselho de administração ainda no primeiro semestre¿, explicou ele, durante a divulgação dos resultados da empresa em 2006.

Segundo Campos, a Petrobrás só não vai migrar para o Nível 2 porque as exigências criam conflitos com a Lei do Petróleo. ¿A lei diz que a União tem que deter 51% da companhia e, por isso, o governo cobra da Petrobrás certos benefícios. Acontece que, com a adesão, os preferencialistas ganharão direitos que conflitam com a Lei do Petróleo¿, explicou o executivo.

PREÇOS

Também presente na apresentação dos resultados, o diretor-financeiro e de Relações com Investidores da Petrobrás, Almir Barbassa, disse que não há uma decisão sobre novos reajustes nos preços da gasolina e do diesel. ¿Isso não significa que não iremos alterar. Mas não há um prazo definido para os reajustes. A nossa política não tem data¿, afirmou o executivo.

Segundo Barbassa, a Petrobrás avalia mudanças permanentes e não crises políticas ou aumento da demanda de gasolina no verão americano ou aumento de óleo no inverno. Para o executivo, a estratégia de preços tem sido benéfica para a Petrobrás, contribuindo para o seu bom desempenho. ¿Nossa política tem permitido a estabilidade dos preços e, ao mesmo tempo, um lucro excepcional¿, disse.

A certeza, no momento, é o reajuste dos derivados contratados por grandes empresas, como nafta, querosene de aviação e óleo combustível, cujos valores acompanham as cotações no mercado internacional do petróleo.

O executivo ainda afirmou que, na visão da Petrobrás, não há defasagem entre os preços do mercado interno e externo. ¿Para nós, não há defasagem. O mercado oscila para cima e para baixo, mas esse não é o nosso foco. Observamos o longo prazo e, por isso, nossos preços são mais estáveis que nos Estados Unidos. Fator importante é que essa estabilidade também é repassada para a economia brasileira¿, disse Barbassa.