Título: Trechos
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Fonte: O Estado de São Paulo, 13/03/2007, Nacional, p. A10

A demissão (com Lula) - ¿Reafirmei que não tinha responsabilidade direta no caso, já que não ordenara a quebra do sigilo e tampouco autorizara o vazamento. (...) Mas que, tendo o fato ocorrido em uma área sob minha responsabilidade, me sentia politicamente responsável e teria, portanto, de pagar o preço político.¿

Polêmica com Dirceu - ¿Elaboramos um importante documento sobre o papel das agências reguladoras. Chegar até ali fora dificílimo. (...) A discussão emperrou no tópico sobre o mandato dos presidentes das agências.

Lula tendia a concordar com José Dirceu. (...) Dirceu foi direto: `Presidente, o ministro Palocci insiste que temos que definir um mandato para os presidentes das agências. O sr. sabe que eu não gosto muito disso, mas acho que devemos atendê-lo. Não podemos correr riscos quanto ao investimento privado, que é importante para o crescimento¿¿

República de Ribeirão - ¿Foi um período de grande desgosto. Certamente, o momento mais difícil de minha vida. (...) Margareth demonstraria uma garra e resistência extraordinárias diante da pressão que sofríamos. Era realmente de enlouquecer¿

Linha econômica - ¿A construção da política econômica sempre foi um processo difícil e rico em conflitos. Sempre preferi não tergiversar e, quando necessário, assumindo posições mais duras. Certa vez tive um longo diálogo com Marco Aurélio Garcia sobre isso¿

Crescimento - ¿Não são poucas nem simples as medidas necessárias para se obter taxas mais elevadas de crescimento para a economia brasileira. (...) A economia brasileira tem vantagens comparativas importantes em setores como agricultura e energia, o insumo mais crítico para o planeta nas próximas décadas. (...) Por isso, não dá para pensar pequeno¿