Título: 'Caderneta é para a vida inteira', diz investidor
Autor: Freire, Gustavo
Fonte: O Estado de São Paulo, 07/03/2007, Economia, p. B1

O arquiteto Alexandre Marzochi destina parte de seus rendimentos (5% a 10%) para a poupança todos os meses. E, independentemente do que ocorra, não vai mudar. 'Penso em ter poupança para a vida inteira', diz. Apesar de ter perdido o equivalente a R$ 40 mil atuais com o confisco da poupança no governo Collor, ele não se desencantou com o investimento.

Como muitos brasileiros, Marzochi aposta na poupança por ser um investimento garantido, de baixo risco. O arquiteto também tem o objetivo de usar a poupança para comprar um imóvel à vista.

Já a professora de matemática aposentada Junia Botelho não escolheu a poupança como investimento, apesar de possuir uma conta. 'Tenho a poupança para receber alguns pagamentos. Meus investimentos são conservadores, mas em fundos.' Recentemente, ela procurou sua agência bancária justamente para se informar sobre o que seria mais vantajoso. 'Como o gerente do meu banco falou de fundos multimercados com seguro baseado no rendimento da poupança, optei por eles.'

No entanto, apesar do anúncio de que a poupança deverá render menos após o reajuste da TR, ela acredita que a maioria das pessoas que poupam não desistirá de fazê-lo. 'As pessoas mais conservadoras, que querem segurança ou não querem nenhum incômodo, vão continuar com a poupança, mesmo com queda no rendimento.'