Título: Palocci se diz mais otimista agora
Autor: Oliveira, Clarissa
Fonte: O Estado de São Paulo, 10/04/2007, Economia, p. B3

O deputado federal e ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci (PT-SP) afirmou ontem, após a reunião do Conselho Superior de Economia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que está mais otimista com a economia atualmente do que quando comandava a equipe econômica.

'Eu sou otimista em relação à economia brasileira. Eu já era otimista e agora sou ainda mais. Tenho certeza que ela está no caminho certo', disse, nas poucas palavras que dirigiu à imprensa após o encontro.

Segundo Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisa e Estudos Econômicos da Fiesp, que participou do encontro, o ex-ministro ressaltou, durante sua apresentação, os novos números da metodologia do PIB. 'Números que melhoraram os índices de crescimento exatamente de seu período como ministro', relevou ele.

Apesar da melhora dos índices, Francini destacou que o otimismo de Palocci com a economia não coincide com a opinião da Fiesp. 'A situação da indústria de transformação continua delicada e deve piorar', ponderou ele. 'Palocci é mais otimista que a Fiesp quanto ao desempenho geral da economia e, em particular, da indústria', acrescentou Francini.

Em relação às reformas, o ex-ministro Palocci afirmou que ter convicção de que elas são necessárias, mas que sabe das dificuldades em implementá-las.

Palocci disse que é um momento apropriado para encaminhar as reformas, com destaque para a tributária, e citou ainda que existem nós que devem ser desatados, como o crédito do ICMS, que está prejudicando as exportações brasileiras.

SEM INTERVENÇÃO

O economista-chefe do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), Edgar Pereira, também presente ao encontro, destacou que o ex-ministro Palocci salientou que o governo nada pode fazer para conter a queda do dólar ou ampliar o corte na taxa básica de juros. Um reivindicação constante da indústria.

'Palocci disse que entende não ser necessário, ou possível, fazer qualquer intervenção nesses preços, que devem ser ajustados via mercado', relatou Pereira.