Título: 'Compulsório pode baixar logo'
Autor: Tosta, Wilson
Fonte: O Estado de São Paulo, 15/05/2007, Economia, p. B9
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse ontem que cabe ao Conselho Monetário Nacional (CMN) decidir pela redução do compulsório sobre os depósitos bancários e essa decisão poderá ser rápida.
Bernardo não definiu o prazo para essa decisão, mas se disse pessoalmente favorável à redução do compulsório. Ele ainda ressalvou que o governo não tem ¿uma posição formatada¿ e é necessário conversar com os bancos.
¿Temos de conseguir baixar os spreads bancários. Contudo, precisamos saber o que é necessário para fazer isso, se é mexer na tributação, alterar o compulsório ou as duas coisas juntas ou, ainda, aumentar a concorrência no setor. A impressão que temos é que os bancos têm um spread muito alto, que deveria diminuído¿, disse ele.
Segundo o ministro, ¿há condições de se baixar os juros para o consumidor porque o juro que o governo paga está diminuindo¿. Ele disse ainda que a redução do spread bancário é posição defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
INFLAÇÃO
Bernardo disse também que a redução da meta de inflação para 2009 é um assunto que precisa ser discutido no CMN. Diante do baixo nível da inflação, registrado desde 2006, muitos analistas do mercado e economistas defendem a redução da meta em 2009, de 4,5% para 4%.
O ministro, como membro do CMN, não quis externar a sua opinião. ¿É uma boa discussão, mas não quero antecipar nada. Há uma boa possibilidade (da redução da meta de inflação para 2009), mas temos que discutir primeiro¿, afirmou.
¿O importante é que estamos no segundo ano com a inflação bem baixa, o que é defendido por toda a população brasileira, inclusive eu¿, acrescentou o ministro.
LICENÇAS AMBIENTAIS
Bernardo disse também ser possível avançar nos procedimentos de liberação de licenças ambientais para empreendimentos empresariais. ¿Temos que brigar para andar mais rápido. Contudo, é preciso levar em consideração que a área ambiental é importante e precisa ser respeitada¿, comentou.
Ele ressalvou que a biodiversidade brasileira é uma vantagem comparativa e, por isso, o governo ¿nem cogita¿ adotar um projeto de desenvolvimento que não seja sustentável do ponto de vista ambiental. Paulo Bernardo participou, nesta segunda-feira, de evento no Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo.