Título: Número de exportadores cai
Autor: Dantas, Fernando
Fonte: O Estado de São Paulo, 04/06/2007, Economia, p. B1

Mauro Varejão, dono da marmoria Real Rio, no Rio de Janeiro, viu a parcela de exportações da sua empresa cair de 30%, entre 2004 e 2005, para os 5% atuais. 'Hoje nem adianta dar preços no exterior', diz Varejão, que é diretor da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e presidente do Fórum de Rochas Ornamentais.

O setor de mármore e granito é outro que teve um avanço exportador espetacular nos últimos anos, saindo de US$ 210 milhões de vendas externas em 1998 para US$ 1,05 bilhão em 2006, apesar da valorização cambial. O segmento também evoluiu em termos de valor agregado. Em 1998, as exportações de rochas processadas foram de 44% do total. Em 2006, o produto processado já correspondia a 80%. Em volumes físicos, a exportação total passou de 920 mil toneladas em 1998 para 2,6 milhões em 2006.

Apesar da exuberância dos números, a quantidade de empresas exportadoras caiu 17% de 2005 para 2006, de 877 para 731.

No setor de jóias, folheados a ouro e bijuterias de Limeira, o empresário Juarez Fabriz, da Artesul Limeira Metais, praticamente parou de exportar. Até poucos anos, ele exportava bijuterias semi-acabadas para países como México, Argentina, Peru e Estados Unidos, mas a valorização cambial e a agressividade dos fabricantes chineses o tiraram do mercado. 'Desde que eu me conheço como gente, todo governo pede para a gente exportar, mas agora não está fora de cogitação virar uma empresa de comércio, e começar a importar.'