Título: Antes dele, ACM, Arruda e Jader
Autor: Scinocca, Ana Paula e Costa, Rosa
Fonte: O Estado de São Paulo, 05/07/2007, Nacional, p. A4
Ao renunciar ao mandato assim que o Senado deu sinal verde para a abertura de investigação formal contra ele, o peemedebista Joaquim Roriz (DF) seguiu o exemplo de outros senadores que optaram por abrir mão do cargo, em vez de responder a um processo no Conselho de Ética.
O escândalo da adulteração do painel eletrônico do Senado, em 2001, levou dois senadores a adotarem essa estratégia, para escapar da cassação e do risco de perderem os direitos políticos. O primeiro foi José Roberto Arruda (DEM-DF), que na época integrava os quadros do PSDB. Em seguida, foi a vez de Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA), avisando que recuperaria o seu mandato nas urnas, onde se submeteria ¿ao juízo daqueles que realmente importam¿. ACM voltou ao Senado, Arruda hoje é governador.
Desgaste semelhante ao de Roriz ocorreu com o senador Jader Barbalho (PMDB-PA), também em 2001. O colega de partido preferiu renunciar a enfrentar um processo no Conselho de Ética, por acusação de envolvimento com desvios no Banco Estadual do Pará (Banpará). Na época, Jader dizia que a escolha tinha por objetivo acabar com um ¿linchamento¿ iniciado seis meses antes. Ele hoje é deputado, aliado do presidente Lula.