Título: Na Câmara, velocidade é marca do trabalho, diz Izar
Autor: Moraes, Marcelo de
Fonte: O Estado de São Paulo, 01/07/2007, Nacional, p. A4

O presidente do Conselho de Ética da Câmara, deputado Ricardo Izar (PTB-SP), acredita que não dá para comparar o trabalho da comissão que preside com a que atua no Senado. Izar afirma que, na Câmara, o conselho não tem atuação partidarizada, adota o rodízio de relatores e desperta o interesse dos deputados em participar das investigações.

¿Pelo que tenho visto no Senado, lá o conselho nem sequer estava funcionando e agora tem disputas de grupos políticos pelo seu controle. Na Câmara, não acontece isso¿, explica Izar. ¿Fui eleito presidente sem apoio do governo, mesmo sendo de um partido da base governista. Além disso, a primeira coisa que falo para os deputados que fazem parte do conselho é que esqueçam seus partidos quando estiverem trabalhando lá¿, afirma.

Para exemplificar a agilidade do conselho da Câmara, Izar conta que já nomeou a deputada Solange Amaral (DEM-RJ) para relatar a investigação em que o deputado Carlos Willian (PTC-MG) aponta as suspeitas de que o deputado Mário de Oliveira (PSC-MG) supostamente teria encabeçado um plano para lhe assassinar.

¿O caso foi descoberto nesta semana e o Conselho de Ética já está trabalhando sobre ele. E é um caso muito mais complexo do que uma investigação sobre fraudes ou corrupção, pois envolve uma suposta tentativa de assassinato¿, complementa.

BALANÇO

Na última legislatura, passaram pelo conselho processos de grande repercussão, relacionados às CPIs dos Correios - que apurou o suposto pagamento de mesadas para garantir apoio ao governo no Congresso - e à CPI dos Sanguessugas - que investigou a compra superfaturada de ambulâncias no País. Ao todo, mais de 100 processos passaram pela análise do colegiado entre 2003 e 2006. Izar foi reeleito no cargo em março.