Título: 'Me senti como se estivesse ganhando na Sena'
Autor: Sant¿Anna, Emilio
Fonte: O Estado de São Paulo, 30/07/2007, Vida&, p. A13

O aposentado Adelmo de Souza, de 52 anos, sabe bem como é conviver com a espera e o medo. Após sofrer um enfarte, em 2005, ficou com apenas 20% da capacidade cardíaca. As previsões eram de até dois anos de espera para conseguir ser submetido a um transplante.

A espera, no entanto, durou dez meses. Nesse período, sua saúde foi piorando cada vez mais. ¿Me sinto como se estivesse ganhando na Sena¿, conta ele.

Vinte e três dias após receber o novo coração, no Instituto do Coração (Incor), em São Paulo, Souza já estava em casa se recuperando da operação. Ele não sabe quase nada sobre o doador, apenas que era homem e tinha 34 anos.

Para ele, a chance de continuar vivo não demorou tanto quanto esperava, mas ele reconhece que nem todos têm a mesma sorte.

¿Lá (no Incor), os médicos querem fazer transplantes todos os dias, mas não têm doadores para tudo isso¿, diz.