Título: Parte dos bens não atrai comprador
Autor: Oliveira, Clarissa
Fonte: O Estado de São Paulo, 03/08/2007, Nacional, p. A9
Apesar de o governo de São Paulo apostar numa mudança na Lei de Licitações para facilitar a alienação de imóveis sem uso, a revisão das regras não acabaria de vez com o problema.
O próprio governo admite que, em alguns casos, não tem conseguido se desfazer sequer de bens para os quais já conseguiu autorização legislativa para alienação. O motivo, nesse caso, não é a burocracia ou a complexidade do processo, mas sim a inexistência de interessados na compra. ¿Existem imóveis para os quais nós conseguimos autorização para vender e que não conseguimos vender¿, afirma o secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa.
Em 2004, por exemplo, a lei que criou a Companhia de Parcerias Público-Privadas concedeu ao governo o direito de subscrever e integralizar o capital da companhia com base em relação de 328 imóveis. O governo não sabe estimar o montante que permanece inutilizado, mas admite que uma fatia significativa dos imóveis não atraiu um comprador sequer.
O PT, entretanto, estima que essa fatia se aproxima de 90% do total. Um imóvel de R$ 3,3 milhões que o governo paulista mantém vago no Tatuapé (zona leste) integra a lista. Na mesma relação, há bens localizados em áreas nobres da capital paulista ou outras cidades do Estado.