Título: Para PF, há provas fortes contra ex-ministro
Autor: Rosa, Vera e Gallucci, Mariângela
Fonte: O Estado de São Paulo, 07/07/2007, Nacional, p. A7
Segundo delegado, governo corre sério risco de desgaste se reempossá-lo
Os agentes da Polícia Federal que participaram da Operação Navalha reprovam a articulação do Planalto para levar Silas Rondeau de volta às Minas e Energia e insinuam que há mais provas contra o ex-ministro. Para a PF, já é ¿robusto¿ o conjunto de provas envolvendo o ministério com a máfia das obras públicas.
Um delegado da PF que participou da investigação disse ao Estado que o governo corre sério risco de desgaste político se reempossá-lo no Ministério de Minas e Energia sem esperar parecer do Ministério Público e a decisão da Justiça.
A PF mantém a convicção de que Rondeau teria sido beneficiário de suborno de R$ 100 mil entregues por Maria de Fátima Palmeira, diretora da empreiteira Gautama, pivô do esquema, a Ivo de Almeida, assessor da pasta. O envolvimento do ministro estaria caracterizado não só com a entrega do dinheiro a Ivo, mas no seu cruzamento com outros dados, como escutas telefônicas, agendas, objetos periciados e o rastro do dinheiro, seguido desde o saque em uma agência em Salvador até o momento da entrega.
O dinheiro da corrupção, diz a PF, não estava na pasta que Fátima levava na mão no dia da entrega, mas na bolsa de couro a tiracolo. Para a PF, é isso que mostra o circuito de TV do ministério.