Título: Devassa atinge os últimos 7 anos
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Fonte: O Estado de São Paulo, 08/08/2007, Nacional, p. A4

Pedidos de abertura dos dados já foram enviados à Receita e ao BC

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), sofrerá uma devassa na movimentação financeira e nos bens abrangendo os últimos sete anos. A autorização para a quebra de sigilo bancário e fiscal foi concedida ontem pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski, relator do processo.

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A decisão atende a pedido feito no dia anterior pelo procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza. O ministro do Supremo também vai pedir ao Senado que providencie junto ao Conselho de Ética cópia da representação apresentada pelo PSOL - que levou à abertura de processo contra Renan, acusado de ter contas pessoais pagas por um lobista.

Os pedidos da abertura dos dados fiscais e bancários do senador já foram encaminhados à Receita Federal e ao Banco Central. Lewandowski não fixou prazo para os dois órgãos enviarem as informações.

Assim que chegarem ao STF, os dados serão enviadas ao Ministério Público, que terá a incumbência de cruzá-los com os vencimentos declarados por Renan. O relator informou que poderá ampliar o pedido de documentos ou abrir uma nova investigação, se o senador vier a ser alvo de novo inquérito.

Lewandowski acha ¿improvável¿ que o presidente do Congresso dificulte a apuração, uma vez que foi o próprio senador quem pediu a investigação ao procurador-geral. ¿Não creio que haverá algum tipo de impedimento¿, afirmou.

A iniciativa de pedir a abertura de inquérito contra ele mesmo é tida pelos parlamentares como mais uma das medidas equivocadas que o senador adotou para se defender.