Título: País cria 1 milhão de empregos formais no ano
Autor: Chiarini, Adriana
Fonte: O Estado de São Paulo, 14/07/2007, Economia, p. B1

A criação de empregos com carteira assinada no primeiro semestre atingiu o recorde do período, com o saldo de contratações superando em mais de 1 milhão (1.095.503) o número de demissões, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego. Os postos de trabalho formais em junho atingiram o nível também recorde de 28.760.085 - um crescimento de 3,96% em relação ao fim do ano passado, quando esse total foi de 27.664.582.

O aumento de contratações bateu recorde nos setores de agropecuária e construção civil e ficou em segundo lugar na série histórica do Caged (iniciada em 1992)para os setores de serviços e indústria de transformação. O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, ficou entusiasmado com o resultado. ¿Acho que vamos bater o recorde anual. Devemos chegar a 1,6 milhão (de novos empregos) este ano.¿ Ele ressalvou que ainda não pode garantir que essa marca será alcançada e disse que foi desaconselhado por seus auxiliares a falar sobre isso.

O número esperado pelo ministro para este ano supera em quase 200 mil empregos o total de vagas formais criadas nos últimos 12 meses até junho, de 1.400.391. Esse resultado elevou o emprego formal em 5,12% em comparação com junho de 2006.

Na comparação de junho com o mês anterior, o emprego com carteira assinada aumentou 0,64%, com 181.667 novos postos de trabalho. Isso mostra uma continuidade de diminuição do ritmo de crescimento de empregos, que tinha sido de 1,08% em abril ante março e de 0,75% em maio em relação a abril, o que é normal para a época do ano, segundo os dados do Caged. A geração de emprego foi maior que a de 155.455 de junho do ano passado, mas não superou as marcas de junho de 2004 (207.895) e de junho de 2005 (195.536).

O maior crescimento por Estados foi em São Paulo, onde foram criadas 65.483 vagas no mês passado, aumentando em 0,69% o emprego formal no Estado, que foi seguido por Minas Gerais, com 46.080 novas contratações.

OTIMISMO

O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec) do segundo trimestre de 2007, divulgado ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra que o otimismo se mantém praticamente estável em relação ao primeiro trimestre, mas melhorou na comparação com o segundo trimestre do ano passado. O Inec atingiu 106,2 pontos, ante 105,9 pontos no primeiro trimestre de 2007 e 104,8 pontos no segundo trimestre de 2006.

Para a CNI, a maior segurança no emprego, diretamente ligada ao aumento do emprego formal, está entre os fatores que mais influenciam o otimismo dos consumidores no segundo trimestre deste ano, além das perspectivas da própria renda, influenciada pela trajetória recente de evolução da massa salarial.