Título: ANP vai oferecer o bloco mais caro
Autor: Chade, Jamil
Fonte: O Estado de São Paulo, 11/08/2007, Economia, p. B10
Área na Bacia de Campos tem preço mínimo de R$ 286 milhões.
Uma área de 918 quilômetros quadrados na Bacia de Campos, próxima a reservas gigantes da Petrobrás, é o bloco exploratório mais caro já ofertado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) desde o início dos leilões de áreas petrolíferas no Brasil.
De acordo com o pré-edital da nona rodada de licitações, divulgado ontem pela agência, o bloco C-M-273 terá preço mínimo de R$ 286 milhões, 15 vezes superior ao maior bônus cobrado no último leilão, de R$ 18,4 milhões por áreas de águas profundas na Bacia de Santos.
A diferença de preços resulta de uma mudança de estratégia da ANP, que decidiu, este ano, cobrar mais por áreas com grande potencial de descobertas. O C-M-273 tem tudo para bater o recorde de arrecadação da agência com a venda de uma concessão exploratória, hoje pertencente ao bloco S-M-857, na Bacia de Santos, arrematado no ano passado pela italiana Eni por R$ 307 milhões. Além do C-M-273, outros dois blocos próximos terão preços elevados: o C-M-342 tem preço mínimo de R$ 160 milhões e o C-M-208, de R$ 116 milhões.
As três áreas estão ao lado de campos gigantes como Marlim Sul e Marlim Leste. O primeiro é o maior projeto em desenvolvimento pela Petrobrás, e deve atingir 430 mil barris de petróleo por dia em 2011. No ano passado, com duas plataformas, o campo produziu a média de 185 mil barris por dia. A estatal quer instalar mais três plataformas na região. Já Marlim Leste ainda não produz petróleo e deve atingir seu pico de produção, de 160 mil barris por dia, em 2009.
A ANP informa que o aumento de preço foi possível graças a um maior conhecimento do subsolo brasileiro, que permite uma melhor avaliação do potencial de cada região.