Título: Pressão antiaquecimento
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Fonte: O Estado de São Paulo, 27/08/2007, Ciência, p. 30

Conferência reúne 150 países para debater mudanças climáticas.

Representantes de 150 países, entre eles o Brasil, estão reunidos em Viena, Áustria, desde segunda-feira para discutir os efeitos econômicos das mudanças climáticas. A conferencia, que vai até sexta, começa a esboçar também o sucessor do Acordo de Kioto, que visa à redução das emissões de gases poluentes até 2012. Um novo acordo deve ser firmado na próxima reunião do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), que vai ser realizada em Bali, Indonésia, em dezembro.

A pressão é para que países em desenvolvimento, caso do Brasil, se comprometem também a reduzir emissões. Ao lado de Índia e China, o Brasil não tem metas definidas de redução porque, na época em que Kioto foi firmado, o consenso era que só os países ricos deveriam pagar a conta do aquecimento do planeta, uma vez que calcaram todo o seu desenvolvimento, e sua riqueza, na queima de combustível fóssil. Agora no entanto, muitas nações ricas pressionam para que esses países sejam incluídos também.

-As mudanças climática já são uma dura realidade para todos nós e um obstáculo ao desenvolvimento ¿ declarou o ministro do Meio Ambiente da Áustria, Josef Proell, ao receber os delegados. ¿ teremos que resolver em escala global. E não há tempo a perder.