Título: Braskem vê riscos de reestatização no setor
Autor: Pamplona, Nicola
Fonte: O Estado de São Paulo, 07/08/2007, Negócios, p. B17

O vice-presidente de Relações Institucionais da Braskem, Marcelo Lyra do Amaral, afirmou ontem que a companhia vê riscos de reestatização no setor petroquímico a partir da compra da Suzano Petroquímica pela Petrobrás, caso a estatal se mantenha como acionista majoritária na indústria do Sudeste. 'Se houver a participação de um player privado como controlador e gestor, a operação resultará em consolidação de fato e é positiva para o mercado. Se não houver, haverá um desequilíbrio do setor e representará estatização', disse.

Segundo o executivo, a Braskem avalia os impactos da operação em razão de a Petrobrás ser a principal fornecedora de matérias-primas da indústria e ainda ocupar assento no conselho de companhias que passam a ser concorrentes. 'Como vamos tratar assuntos estratégicos com a Petrobrás no conselho?', questionou. A estatal possui 6,8% de participação na Braskem, fatia que subirá a aproximadamente 25% com a reorganização dos ativos no Sul do País, após o encerramento do processo iniciado com a compra da Ipiranga pela Petrobrás, Braskem e Ultra.

A elevada participação que a Petrobrás passará a ter no mercado de polipropileno (mais de 50%), diz Amaral, não preocupa se as condições de competição foram equânimes. 'Mas, se a Petrobrás for controladora, há sim preocupação.'