Título: A lista de possíveis indiciados
Autor: Scinocca, Ana Paula
Fonte: O Estado de São Paulo, 04/10/2007, Metrópole, p. C3
Carlos Wilson: presidiu a Infraero, entre 2003 e 2005. Neste período foram lançados vários editais de licitação para construção, reforma e ou ampliação de aeroportos no valor de R$ 3 bilhões. É investigado em inquéritos da Polícia Federal por causa das supostas irregularidades em licitações e contratos da Infraero.
Eleuza Terezinha Manzoni dos Santos Lores: ex-diretora de Engenharia da Infraero e suspeita de patrocinar e intermediar interesse privado junto à Infraero visando o favorecimento de terceiros e pessoal. É investigada pelo Ministério Público por suspeitas de irregularidades em licitações para obras do Aeroporto de Congonhas
Marco Antônio Marques de Oliveira: foi superintendente da Região Centro-Oeste da Infraero, é suspeito de ter praticado atos irregulares em obras no Aeroporto de Cuiabá - irregularidades que, segundo o TCU, resultaram em prejuízo superior a R$ 2,5 milhões.
Adenauher Figueira Nunes: ex-diretor financeiro da Infraero, é suspeito de improbidade administrativa e de atos irregulares em procedimentos de indicação de seguradoras e corretoras para atuarem junto ao Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) em contratos nos quais a Infraero estava interessada
Josefina Valle de Oliveira Pinha: foi procuradora jurídica chefe da Infraero, sendo responsável pela aprovação da contratação da FS3, empresa que forneceu à Infraero software para gestão centralizada de mídia aeroportuária no valor de R$ 26 milhões. É apontada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) como responsável pela aprovação das regras dos editais das principais obras de construção, reforma e ampliação dos aeroportos da Infraero.
Ettore Ferndinando Casória e Michel Farah : sócios da FS3, forneceram à Infraero software para gestão centralizada de mídia aeroportuário. Os contratos teriam sido superfaturados e normas legais teriam sido descumpridas pela empresa.
José de Oliveira Sobrinho: como empresário e presidente da Associação Brasileira de Mídia Aeroportuária, é suspeito de intermediar interesses privados junto à Infraero.
Érica Silvestri Duttweiler: envolvida nas irregularidades para a contratação da empresa FS3 Comunicação e Sistemas Ltda pela Infraero.
Adilson José da Silva: como empregado de um representante do concessionário de mídia aeroportuária da Infraero, é suspeito de ter participado de operação fraudulenta.
Antônio Barcellos: como funcionário público, é suspeito de patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração da Infraero para favorecer a terceiros e a si próprio.
Aristeu Chaves Filho: empresário, é suspeito de intermediar interesses privados junto à administração da Infraero em troca de obtenção de vantagens pessoais.
Arlindo Lima Filho: como funcionário público é suspeito de patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração da Infraero.
Carlos Alberto Carvalho: como empresário, inclusive como concessionário de espaços públicos para veiculação de mídia aeroportuária, é suspeito de patrocinar e intermediar interesses privados junto à Infraero em troca de obtenção de vantagens pessoais.
Eurico Bernardo Loyo: suspeito de patrocinar e intermediar interesse privado junto à Infraero.
Fernando Brendaglia de Almeida: suspeito de atuar visando ao atendimento de interesses particulares do agronegócio de fruticultura, de atuar em favor da FS3.
Maria do Socorro Sobreira Dias: investigada pela CGU para apurar supostas irregularidades na contratação da FS3 pela Infraero.
José Wellington Moura: suspeito de patrocinar e intermediar interesse privado junto à Infraero.
Luiz Gustavo da Silva Schild: é suspeito de patrocinar direta ou indiretamente interesse privado perante a Infraero.
Márcia Gonçalves Chaves: é acusada em sindicância da Controladoria Geral da União pela prática de condutas irregulares na contratação da FS3 enquanto atuava como superintendente de Relações Comerciais da Infraero.
Mariângela Russo: é acusada em sindicância da CGU de práticas de condutas irregulares quando atuava como gerente de Desenvolvimento Mercadológico da Infraero.
Mário de Ururahy Macedo Neto: suspeito de patrocinar, direta e indiretamente, interesse privado perante a administração da Infraero.
Nelson Jorge Borges Ribeiro: acusado pela CGU de envolvimento em irregularidades envolvendo contratação e posterior suspensão de contrato entre a Infraero e a FS3.
Roberto Spinelli Júnior e Tércio Ivan de Barros: afastados pela CGU em virtude de supostas irregularidades cometidas na execução do contrato entre a empresa FS3 e a Infraero.