Título: Presidente da Fiesp defende corte de gastos
Autor: Fernandes, Adriana; Graner, Fábio
Fonte: O Estado de São Paulo, 11/10/2007, Nacional, p. A4
O presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, criticou a afirmação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que o governo terá de elevar a alíquota de alguns tributos caso o Senado não aprove, em tempo hábil, a prorrogação da CPMF. Entre os tributos que podem ter as alíquotas reajustadas, Mantega citou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e o Imposto de Exportação.
Skaf, que dirige a mais poderosa entidade de classe da indústria do País, sugeriu que, em vez de aumentar tributos, o governo federal reduza seus gastos, seguindo o exemplo dos próprios cidadãos.
¿A sociedade brasileira não aceita mais a criação, recriação ou o aumento da alíquota de impostos ou contribuições. Já temos uma enorme carga tributária sem a correspondente qualidade dos serviços públicos¿, criticou Skaf. ¿O governo precisa fazer como os cidadãos: limitar os gastos ao tamanho do bolso.¿
De acordo com o presidente da Fiesp, o governo não pode reclamar da falta de recursos. ¿A receita da União tem crescido o suficiente para atender a todas as demandas públicas¿, ressaltou.
Para a votação no Senado, a entidade fez cálculos otimistas: conta com os votos da oposição e dos senadores Mão Santa (PI), Pedro Simon (RS) e Jarbas Vasconcelos (PE), três dissidentes peemedebistas, além de Expedito Júnior (PR-RO).
A Fiesp encabeça mais de 300 entidades num movimento contra a CPMF, que tem o apoio de 32 deputados estaduais paulistas. A frente continua a campanha com um abaixo-assinado, que já tem mais de 1,2 milhão de assinaturas, recolhidas por militantes nas ruas e pela internet.