Título: Cinco regiões definirão eleições na Argentina
Autor: Palacios, Ariel
Fonte: O Estado de São Paulo, 17/10/2007, Internacional, p. A16
Candidatos concentram comícios na capital e em quatro províncias, que reúnem 70,5% dos votos
Cinco das 24 regiões argentinas definirão as eleições presidenciais do dia 28. Elas são as Províncias de Buenos Aires, Córdoba, Santa Fé e Mendoza e a Capital Federal (a cidade de Buenos Aires). Juntos, concentram 70,5% dos votos do país, segundo levantamento da consultoria Equis. A candidata do governo, a primeira-dama Cristina Fernández de Kirchner, e os candidatos da oposição estão concentrando os comícios nesses distritos.
A Província de Buenos Aires é o principal distrito das eleições, já que concentra 38,1% do eleitorado nacional e é responsável por um terço do PIB argentino. O peso dessa província faz com que ela seja imprescindível para vencer qualquer eleição federal. Analistas afirmam que, se Cristina e seu candidato a governador de Buenos Aires - o atual vice-presidente Daniel Scioli - obtiverem mais de 50% dos votos nessa região (como indicam as pesquisas), a eleição nacional estará garantida para o governo.
Segundo as pesquisas, Cristina deve vencer em todas as províncias - em média com 43% dos votos -, com exceção de San Luis, onde o vitorioso deve ser o governador Alberto Rodríguez Saá. Ele e seu irmão governam San Luis com mão de ferro há 24 anos. Há dois meses, ele foi reeleito governador com mais de 85% dos votos. Mas San Luis não preocupa Cristina, pois a província representa apenas 0,9% do eleitorado.
Santa Cruz, feudo dos Kirchners desde 1991, foi palco de protestos contra o governo no último ano. Uma eventual derrota nessa província causaria mais danos ao prestígio do casal do que problemas na prática, já que Santa Cruz possui 0,5% do eleitorado.
Elisa Carrió, candidata da centro-esquerdista Coalizão Cívica e segunda colocada nas pesquisas, com uma média de 17% das intenções de voto, pediu ontem uma ¿coalizão de toda a sociedade¿ contra Cristina e Néstor Kirchner, tentando atrair os mais de 55% de eleitores que, segundo as pesquisas, não votarão no governo.