Título: Política de biocombustível não muda com descoberta
Autor: Otta, Lu Aiko
Fonte: O Estado de São Paulo, 11/11/2007, Economia, p. B15
A recente condição de potência petrolífera não levará o Brasil a abandonar seu programa de biocombustíveis, afirmou ontem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. ¿O Brasil não vai diminuir em nenhum milímetro a sua política de biocombustiveis¿, afirmou. Na sua avaliação, é do interesse do País possuir a matriz energética mais diversificada possível.
Lula disse que o governo está elaborando um programa que define as áreas onde podem ser cultivadas as plantas a partir das quais serão produzidos o álcool e o biodiesel. Na Amazônia, informou ele, só será permitido o plantio do dendê, que é uma planta da região, para produzir óleo.
¿Não haverá cana de açúcar, não haverá soja na Amazônia¿, afirmou. ¿Vamos aproveitar e preservar aquilo e fazer com que a riqueza da biodiversidade possa contribuir para que a gente possa ganhar dinheiro à custa da preservação da Amazônia, com modelo de desenvolvimento adequado, com manejamento de nossa floresta¿, reforçou o presidente.
O plantio de cana-de-açúcar nas áreas degradadas por pastagem na Amazônia colocou em lados opostos o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Ela quer proibir o plantio em toda a região amazônica e também no Pantanal. Resta saber o que será feito com a cana-de-açúcar plantada pela usina Álcool Verde, localizada no Acre, um projeto implantado com apoio do ex-governador Jorge Viana (PT).
A usina deverá começar a produzir açúcar, cana e eletricidade com queima de bagaço a partir do ano que vem.
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