Título: Viana queria decidir ontem mesmo, mas líderes resistiram
Autor: Lopes, Eugênia
Fonte: O Estado de São Paulo, 11/12/2007, Nacional, p. A4
Para petista, eventuais prejuízos seriam creditados à oposição
O presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), decidiu partir para o tudo ou nada e defendeu a votação ontem mesmo da emenda que prorroga a CPMF até 2011. Sem os 49 votos necessários para aprovar o imposto do cheque, no entanto, líderes governistas decidiram adiar a decisão em plenário.
¿Não vejo razão para adiar a votação. Quem não conseguir votos até amanhã, mostra sua fragilidade e limites¿, declarou Viana, antes de participar de encontro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para discutir a reforma política.
O presidente interino do Senado faz parte de um grupo que defende a votação imediata da prorrogação do tributo, mesmo que isso represente uma derrota para o governo. Para ele, o fim do imposto do cheque poderá ser creditado na conta da oposição: dará discurso para o governo culpar os oposicionistas pela falta de recursos para a área da saúde.
ACIDENTE
De acordo com Viana, nem o acidente sofrido pela líder do governo no Congresso, senadora Roseana Sarney (PMDB-MA) - que sofreu uma queda, quebrou o braço e foi submetida a uma cirurgia de emergência em Brasília -, será motivo para o Senado adiar a votação da CPMF. ¿Qualquer coisa, ela pode ser substituída por seu suplente ou, então, ir até o Senado só para votar¿, afirmou o presidente interino do Senado.
¿Se a base governista quiser adiar a votação da CPMF, vai ter de obstruir a sessão. É só não colocar 41 senadores no plenário. Mas não sairá de mim¿, garantiu Viana.
O petista anteviu um dia problemático para amanhã, caso a votação da prorrogação da CPMF coincida com o dia da escolha do novo presidente do Senado. ¿A confusão estará posta¿, resumiu.
Está marcada para hoje, às 11 horas, reunião de líderes partidários em que serão definidas as regras da eleição do novo presidente da Casa. Ontem, Viana trabalhava com a hipótese de os líderes optarem por uma alteração no cronograma de escolha do substituto definitivo do senador Renan Calheiros (PMDB-AL).
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