Título: França retoma pressões por acordo humanitário
Autor: Costas, Ruth
Fonte: O Estado de São Paulo, 12/01/2008, Internacional, p. A18
Um dia após a libertação de Clara Rojas e Consuelo González de Perdomo pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), o governo francês voltou a insistir nas negociações humanitárias com a guerrilha. A França tem especial interesse no caso, uma vez que a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, seqüestrada em 2002, tem cidadania francesa.
Segundo o chanceler francês, Bernard Kouchner, representantes da França, da Suíça e da Espanha já estão na Colômbia para retomar contatos com os guerrilheiros e tentar viabilizar a troca dos 44 reféns políticos que restaram por 500 membros das Farc que ainda estão presos.
Ontem, em entrevista coletiva, Kouchner felicitou os presidentes da Colômbia, Álvaro Uribe, e da Venezuela, Hugo Chávez, pelo sucesso do resgate. O chanceler pediu que ambos seguissem colaborando mutuamente até que os demais reféns sejam soltos. ¿Devo reconhecer que foi eficaz a operação liderada pelo presidente Chávez, que obteve a libertação incondicional dos reféns.¿
Paris não faz mais segredo sobre a amplitude da pressão diplomática que exerce sobre os governos latino-americanos, incluído o Brasil, pela libertação de Ingrid.
Representantes de países como Argentina, Brasil, Equador e até Cuba - onde vive hoje o ¿chanceler das Farc¿, Rodrigo Granda, libertado em 2007 - foram convocados para tentar convencer a guerrilha de que os reféns prejudicam sua luta aos olhos da opinião pública internacional.
¿O governo da França tentará todos os meios pacíficos para libertar Ingrid. Sabemos, porém, o valor político que os reféns têm para as Farc e sabemos da necessidade de chegarmos a um acordo humanitário o mais rápido possível¿, disse ao Estado uma fonte diplomática francesa.
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