Título: IGP-M sobe menos na 1ª prévia de janeiro: 0,67%
Autor: Farid, Jacqueline
Fonte: O Estado de São Paulo, 12/01/2008, Economia, p. B3

Beneficiada pelo bom momento das commodities agrícolas, a primeira prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu menos: 0,67% em janeiro - abaixo da taxa de 1,09% apurada em igual prévia do mesmo índice em dezembro. Para a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o resultado reforça a possibilidade de o IGP-M em janeiro fechar o mês bem abaixo da taxa de dezembro (1,76%).

A primeira prévia do índice - usado para reajustar preços de aluguel e de energia elétrica - abrange de 21 a 31 de dezembro. Segundo o coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros, da primeira prévia de dezembro à primeira prévia de janeiro, a inflação do setor agropecuário, no atacado, despencou de 4,36% para 1,9%. A queda derrubou a inflação do setor atacadista no mesmo período (de 1,49% para 0,76%).

Entre os destaques, estão as movimentações de preços em bovinos (de 8,86% para -4,76%); milho em grão (de 13,83% para -1,93%); soja em grão (de 5,09% para 2,54%) e feijão em grão (de 33% para -2,87%). ¿Esse cenário mostra que grande parte das elevações de preços em dezembro foram, sim, repiques fortes, mas de curta duração.¿

O varejo, porém, continua com os preços em alta. Da primeira prévia do IGP-M de dezembro para a prévia anunciada ontem, a inflação para o consumidor saltou de 0,41% para 0,47%, pressionada por aumentos nas tarifas e em alguns alimentos - como a aceleração no preço do feijão carioquinha (de 14,8% para 20,61%). Porém, o economista da FGV não acredita que os preços dos alimentos continuem subindo forte no varejo, já que já começam a cair ou sobem menos no atacado. ¿O feijão em grão, por exemplo, já está em queda no atacado¿, disse, acrescentando que a alta do feijão carioquinha não deve se manter por muito tempo.

Na análise do economista, mesmo com a aceleração dos preços do varejo, a menor alta de preços dos produtos agropecuários no atacado é uma boa notícia, já que muitos analistas de mercado alertam para um cenário de longo prazo ainda pressionado pelos alimentos.

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