Título: TV digital mais perto do Rio
Autor: Marques, Gerusa
Fonte: O Estado de São Paulo, 29/01/2008, Economia, p. B14

Emissoras recebem canais digitais; transmissão começa até julho

Sete emissoras de televisão do Rio de Janeiro recebem hoje do ministro das Comunicações, Hélio Costa, os canais para a operação da TV digital na capital fluminense. As primeiras transmissões comerciais no novo sistema, no Rio, irão ao ar até julho deste ano. A cerimônia para a assinatura do termo de consignação dos canais está marcada para as 15 horas, no Centro Cultural dos Correios.

As emissoras liberadas para operar o novo sistema no Rio são a TV Ômega Ltda (Rede TV), TV Globo, SBT, Rede Record, TV Bandeirantes, TV Corcovado e TV Brasil (Radiobrás). A previsão do Ministério das Comunicações é de que outras quatro cidades - Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza e Salvador - também tenham TV digital até meados do ano.

Em dezembro do ano passado, Hélio Costa assinou o ato de distribuição dos canais para as emissoras que operam na cidade de Belo Horizonte. Pelas regras, as emissoras têm até seis meses para entrar em operação depois de receberem os canais digitais.

A TV digital foi inaugurada no Brasil em dezembro, na cidade de São Paulo. A expectativa é de que a nova tecnologia chegue às demais capitais dos Estados em 2009. Em seguida, a TV digital será levada às grandes e médias cidades.

Em junho de 2016, todo o Brasil deverá ter acesso à TV digital, já que o sistema analógico será desativado. Até lá, as emissoras terão de fazer a transmissão simultânea dos dois sistemas. O País tem cerca de 65 milhões de televisores e a TV aberta chega a 90% dos domicílios.

O Brasil opera com o padrão japonês de TV digital, escolhido pelo governo em 2006, ao qual foram incorporadas algumas tecnologias brasileiras. O sistema digital permite a recepção de imagens cristalinas, com som estéreo. Para receber as imagens em alta definição, o telespectador terá de comprar um televisor digital.

Há também a possibilidade de usar um conversor de sinais digitais para analógicos, que custa bem mais barato que o televisor. A qualidade da imagem, neste caso, não é de alta definição, mas apresenta melhora significativa em relação ao sinal analógico, podendo ser comparada à de um DVD.

Para trocar seus equipamentos e suas redes de transmissão analógicos por digitais, as emissoras contam com uma linha de crédito de R$ 1 bilhão do BNDES. Além disso, o governo decidiu conceder incentivos fiscais para a importação de equipamentos de TV digital que não são fabricados no Brasil.

Na semana passada, a Câmara de Comércio Exterior (Camex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, decidiu zerar a alíquota do Imposto de Importação (II) para três produtos de TV digital que são usados pelas emissoras: antenas, transmissores e equipamentos de monitoração da qualidade dos sinais.

As empresas pediram a isenção para 47 produtos e, segundo a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), desde o ano passado, 80% dos pedidos das empresas já foram atendidos. Além da isenção de II, cuja alíquota média é de 12% para esse tipo de produto, os governos federal e estaduais decidiram conceder isenção de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS).

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