Título: Consumidor já busca alternativa ao crediário
Autor: Nakagawa, Fernando
Fonte: O Estado de São Paulo, 30/01/2008, Economia, p. B1
A crise nos Estados Unidos já fez subir os juros dos financiamentos de longo prazo no Brasil. Mas o aumento nos bancos e financeiras, de até dois pontos porcentuais ao ano, não foi suficiente para demover o microempresário Alex Garcia Goudinho da compra de um Fiat Idea zero-quilômetro, ontem. Após dar entrada de R$ 20 mil, ele financiou em 36 vezes os R$ 26 mil que faltavam.
¿Não vale a pena comprar de outra forma, com a taxa de juros que se tem hoje¿, diz Goudinho, que vai pagar 1,19% de juros por mês. Nos últimos meses, Goudinho estudou a melhor opção de financiamento. Por causa do aumento da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), em janeiro, o Crédito Direto ao Consumidor (CDC) foi descartado.
Ele também pensou no consórcio, mas a ansiedade de levar o carro para a casa o fez desistir. Acabou escolhendo o leasing, que também teve aumento nos juros, mas, segundo ele, menor. ¿A diferença entre o CDC e o leasing chegava a 0,6% em alguns bancos¿, conta.
Na revenda Fiat Amazonas Sumaré, a taxa do financiamento sem entrada saltou de 1,06% no fim de 2007 para 1,15% este ano. Segundo o supervisor de vendas da loja, Giuliano Coelho, o aperto no crédito não desacelerou as vendas financiadas.
¿Entre nossos clientes, 85% fazem financiamento. Eles não vão deixar de comprar o carro por causa de R$ 10,00 a mais na parcela.¿