Título: Não adianta discutir lista. É preciso negociar
Autor: Marin,Denise Chrispim; Salvador, Fabiola
Fonte: O Estado de São Paulo, 19/02/2008, Economia, p. B5

A uma semana da visita de veterinários europeus ao Brasil, representantes de pecuaristas e exportadores estiveram ontem em Brasília para saber mais detalhes sobre as negociações conduzidas na semana passada, em Bruxelas, pelo secretário de Defesa Agropecuária, Inácio Kroetz, do Ministério da Agricultura, para tentar reabrir o mercado da União Européia (UE) à carne brasileira. A apresentação de uma lista de 2.681 fazendas aptas a exportar para o bloco, contrariando orientação dos europeus, que queriam apenas 300, determinou a suspensão das vendas a partir de 1º de fevereiro.

Os exportadores aproveitaram para enfatizar a necessidade de retomada das negociações com os europeus. ¿Agora não adianta discutir o tamanho da lista. É preciso negociar¿, disse o diretor da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne (Abiec), Antônio Camardelli. Já os representantes dos pecuaristas estiveram com o secretário Kroetz para saber quais serão os critérios do ministério para inclusão ou retirada de fazendas da lista.

No encontro, o secretário disse que não há um número fechado de fazendas na lista que será apresentada aos europeus na segunda-feira, em Brasília. O secretário, segundo uma fonte que participou do encontro, reafirmou que todas as fazendas que atendam aos requisitos das autoridades européias serão incluídas na lista, que poderá ter mais de 300 propriedades.

Na segunda-feira, os europeus escolherão aleatoriamente de 25 a 35 fazendas, que serão visitadas até 11 de março. Os veterinários devem se dividir em três equipes. No dia 14, farão uma avaliação prévia das visitas. Ontem, em Belo Horizonte, o secretário de Agricultura de Minas Gerais, Gilman Viana, considerou a visita ¿um desafio¿. ¿É preciso provar que o Brasil tem condições de vender para o bloco, seguindo todas as exigências.¿