Título: Garibaldi: Não vou segurar CPI
Autor: Samarco, Christiane
Fonte: O Estado de São Paulo, 25/02/2008, Nacional, p. A5
Ele diz que instalará comissão sobre cartões no Senado
No que depender do presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), o Palácio do Planalto terá de amargar duas CPIs para investigar o uso indevido dos cartões corporativos. Independentemente de haver ou não acordo entre governo e oposição para dividir o comando da comissão mista, Garibaldi já avisou ao Planalto que a CPI exclusiva do Senado será criada. ¿Eu não vou segurar CPI nenhuma, nem fui procurado por ninguém do governo com um pedido desses¿, relatou o senador a um líder aliado.
Garibaldi quer ler amanhã ou na sessão de quarta-feira o requerimento do líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), pedindo a investigação no Senado.
Uma vez criada, a CPI não sai do papel automaticamente. A data da instalação no Senado só será definida pelo colégio de líderes, que Garibaldi reunirá amanhã. Afinal, quatro outros pedidos de investigação na Casa já foram lidos e aguardam, na fila, a abertura do inquérito.
Diferentemente da Câmara, o regimento interno do Senado não fixa um limite para que comissões parlamentares funcionem simultaneamente. Mas Garibaldi adverte que só um acordo de lideranças definirá se a nova investigação será instalada antes ou depois das CPIs da Petrobrás, da Pedofilia, do DNIT e do Apagão Educacional.
Embora o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), diga que ainda trabalha para que o PT da Câmara abra mão da relatoria da CPI mista, em conversas reservadas ele admite estar descrente dessa possibilidade, até porque o Planalto não admite ceder.
Nesse cenário, resta a alternativa de um entendimento com o PMDB, que indicou o senador Neuto de Conto (SC) para presidir a investigação mista dos cartões corporativos. Um importante dirigente nacional peemedebista admite que o senador foi posto ali exatamente por ser um nome que pode ser retirado a qualquer momento.
A avaliação geral, porém, é de que entregar o cargo de presidente à oposição e rachar a base, que insiste em ter o comando total da CPI, não compensa. Além disso, o PMDB no Senado anda insatisfeito com o Planalto, por causa da indefinição dos cargos do setor elétrico. É certo que o partido só fará um gesto em favor do acordo a pedido do Planalto e, nesse caso, a lista de contrapartidas será grande.
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