Título: Tarifas de pouso para aviões parados por mais de uma hora aumentam 500
Autor: Barbosa, Mariana
Fonte: O Estado de São Paulo, 06/03/2008, Negócios, p. B16

Com o objetivo de reduzir os atrasos no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) decidiu aumentar em 500% as tarifas de pouso para aviões que fiquem parados em solo por mais de 60 minutos. A tarifa aumentará mais 500% a cada meia hora em que o avião estiver parado. ¿Congonhas é um ativo valioso e queremos utilizá-lo da forma mais eficiente possível¿, disse Alexandre Gomes de Barros, diretor da Anac.

Atualmente, TAM, Gol e Varig pagam R$ 117 a cada pouso em Congonhas. Com o novo regime tarifário, o preço subirá para R$ 700 na primeira meia hora e para R$ 1.285 na meia hora seguinte. ¿É uma forma de incentivar a pontualidade¿, afirmou Barros.

Segundo ele, são poucos os aviões que têm horário de solo programado acima de 60 minutos. Entretanto, com a volta das conexões no aeroporto, muitas vezes os aviões extrapolam o tempo de solo programado para esperar outros vôos de conexão. ¿Quando as companhias ficam esperando para fazer as conexões, elas geram congestionamento no pátio e acabam atrasando outros vôos, gerando o efeito cascata.¿ É justamente esse congestionamento no pátio que provoca o troca-troca de portões de embarque, motivo de muita reclamação.

As novas tarifas entram em vigor no dia 21 de março. Essa é a primeira medida de diferenciação tarifária em aeroportos adotada pelo órgão regulador. A Anac tentou aumentar as tarifas no aeroporto de Guarulhos, também em São Paulo, mas enfrentou forte resistência das companhias aéreas estrangeiras e das cargueiras. Depois de ir a consulta pública, o aumento de até 5000% nas tarifas de permanência de aviões no pátio de Guarulhos, previsto para março, foi adiado para o final de novembro.

Os novos valores a serem cobrados em Guarulhos ainda não foram definidos, mas devem ser publicados até o dia 31 de maio. ¿Vimos que, se adotássemos as tarifas inicialmente planejadas, só iríamos gerar prejuízo para as companhias e não atingiríamos o nosso objetivo, que era liberar o pátio para os vôos domésticos, estimulando as companhias estrangeiras a deixar os aviões durante o dia em outros aeroportos, como o Galeão¿, disse Barros.

No lugar de um drástico aumento em Guarulhos, a tendência é que seja dado um desconto na tarifa do Galeão, a ponto de compensar os custos da companhia aérea de levar o avião para o Rio de Janeiro no intervalo entre a chegada do vôo pela manhã e a partida à noite.

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