Título: Espanha tem planos de longo prazo para o Brasil
Autor: Cançado, Patrícia ; Cruz, Renato
Fonte: O Estado de São Paulo, 25/08/2008, Economia, p. B3
O Brasil recebe, assim como a China, 27% dos investimentos espanhóis. O segundo destino são os Estados Unidos. Em 2013 e 2014, o País ficará, sozinho, com um terço dos recursos vindos de empresas da Espanha, segundo levantamento anual da consultoria KPMG. A disputa pela segunda posição ficará entre China, EUA e França.
¿A Espanha já é e será o maior parceiro do Brasil. Ela já tem empresas atuando aqui em áreas estratégicas como estradas, energia, infra-estrutura, bancos e telefonia¿, diz a sócia da KPMG, Marienne Munhoz.
A força dos espanhóis ficou explícita em dois episódios recentes: a compra do ABN Amro Real pelo Santander e o resultado do leilão de rodovias federais. Duas empresas da Espanha, OHL e Acciona, levaram seis dos sete lotes ofertados.
Para o diretor financeiro da Repsol, Eric Cioni, os investimentos espanhóis são de longo prazo. A Repsol fez sua estréia no País há dez anos em uma parceria com a Petrobrás. Hoje tem 23 blocos de exploração (é a segunda maior depois da Petrobrás) e opera 11 deles. Atua em refino e distribuição de combustível, com uma rede de 320 postos. ¿O Brasil representa apenas 4% das receitas da Repsol no mundo (o faturamento da subsidiária brasileira no ano passado foi de US$ 2,8 bilhões). Mas é uma grande promessa.¿