Título: Eleitor poderá votar com digital em 8 anos, prevê TSE
Autor: Filgueiras, Sônia
Fonte: O Estado de São Paulo, 08/10/2008, Nacional, p. A4
Urna biométrica foi testada nesta eleição em 3 cidades
Mariângela Gallucci, BRASÍLIA
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Ayres Britto, anunciou ontem que em oito anos o cadastro nacional de eleitores poderá ser totalmente biométrico. Por meio desse sistema, o eleitor é identificado na urna eletrônica pela sua digital.
Segundo o TSE, experiência feita neste ano em São João Batista (SC), Colorado D¿Oeste (RO) e Fátima do Sul (MS) concluiu que o processo é eficaz até em áreas rurais, onde as digitais de alguns eleitores mudam por causa do trabalho no campo.
De acordo com o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Giuseppe Dutra Janino, só em 0,5% dos casos a urna biométrica não reconheceu a digital. Se o sistema não identificar o polegar, por exemplo, tenta-se a identificação pelos outros dedos. Se isso não ocorrer, o eleitor pode votar após mostrar documento com foto.
Além dos trabalhadores rurais, professores podem ter esse problema. ¿Um professor que usa muito o giz tende a perder as impressões digitais¿, exemplificou Ayres Britto. ¿O teste foi feito em municípios onde há trabalho na lavoura para que tivéssemos um bom laboratório¿, ressaltou Janino.
O secretário explicou que as urnas adquiridas pelo TSE desde 2006 têm o dispositivo para leitura das digitais. A urna com esse equipamento custa US$ 700. Com a implementação do sistema biométrico, o TSE espera impedir que uma pessoa vote pela outra. Esse é o ponto ainda considerado vulnerável no sistema eleitoral. Para se identificar no local de votação, basta apresentar o título, que não tem foto.