Título: Lobão cobra rapidez em Jirau
Autor: Goy, Leonardo
Fonte: O Estado de São Paulo, 16/10/2008, Economia, p. B15
Crescem as pressões para a área ambiental do governo autorizar o início das obras da usina hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, cobrou ontem agilidade de seu colega do Meio Ambiente, Carlos Minc, para que seja liberada a licença de instalação da usina. ¿Eu não desejo que ele (Minc) viole as leis que regem o meio ambiente. Mas desejo dele celeridade e boa vontade na solução desses problemas¿, disse Lobão.
O consórcio Energia Sustentável do Brasil (Enersus), responsável pela obra da hidrelétrica, tem dito que precisa da licença de instalação da usina - que autoriza o início das obras - até o fim deste mês para começar os trabalhos e aproveitar a chamada ¿janela hidrológica¿, que corresponde ao período em que chove menos na Região Norte.
Segundo os empreendedores, se a construção não for iniciada ainda neste mês, eles terão de esperar até março do ano que vem, quando as chuvas perdem intensidade, para começar o projeto.
¿Perder a janela hidrológica será, sem dúvida, uma perda grande. Significa perder um ano de funcionamento da usina. Mas eu estou convencido de que o Ministério do Meio Ambiente encontrará uma solução de rapidez para este caso¿, disse Lobão, ao chegar à Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional, na Câmara dos Deputados, onde participou de uma audiência pública para falar sobre o fornecimento de energia para a Região Norte.
O ministro disse que tem falado freqüentemente com Carlos Minc sobre a usina de Jirau. Com capacidade para gerar 3.300 megawatts (MW) de energia, a hidrelétrica é uma das prioridades do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
A licença de instalação da usina, porém, vem gerando polêmica, pelo fato de o consórcio vencedor do leilão ter anunciado que pretende alterar em 9 quilômetros o local de construção da hidrelétrica.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) já sinalizou que, do ponto de vista técnico, não vê problemas na mudança que o Enersus quer fazer no projeto. Ainda falta o aval do Ministério do Meio Ambiente para a alteração.