Título: Gabinete israelense aprova nova ofensiva
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Fonte: O Estado de São Paulo, 08/01/2009, Internacional, p. A8
Horas depois de acenar com a possibilidade de aceitar uma trégua mediada por Egito e França, o gabinete de Segurança israelense aprovou ontem a ampliação da ofensiva na Faixa de Gaza. Os 12 ministros reunidos deram sinal verde à chamada ¿fase 3¿ da ofensiva, que prevê a entrada maciça de tropas nas partes mais populosas do território palestino.
A informação, sigilosa, foi dada à agência France Press por funcionários do governo que participaram da reunião e preferiram não se identificar.
Também ontem, o comando militar israelense anunciou a convocação de milhares de reservistas. O número exato não foi revelado. Preparado para entrar em ação a partir de sexta-feira, o novo contingente atuaria em apoio às três brigadas do Exército que já atuam contra o Hamas dentro de Gaza.
FIM DOS FOGUETES
Segundo revelou ao Estado um funcionário do governo israelense sob condição de anonimato, o objetivo da incursão terrestre iniciada há 5 dias continua sendo obter o fim de todos os disparos de foguete contra o território israelense e Israel não se comprometerá com uma trégua até que a meta seja definitivamente alcançada.
¿O ponto central é assegurar, de uma vez por todas, a segurança da região sul do país. Estamos há oito anos convivendo com os (foguetes) Kassam do Hamas e decidimos colocar um ponto final nisso¿, disse o funcionário. ¿Se o Egito ou qualquer outro país garantir que não haverá mais disparos, ótimo. Caso contrário, não tem conversa até acabarmos com os estoques.¿
Nenhum tipo de contato entre Israel e o Hamas, nem mesmo consultas indiretas, foi mantido desde o início dos bombardeios, no dia 27, garante a fonte. Para estabelecer qualquer tipo de trégua, o Hamas exige o fim do bloqueio imposto por Israel e pelo Egito a Gaza e a retirada das tropas israelenses.
¿Qualquer proposta que não se baseie nesses dois princípios fundamentais é inaceitável. Ninguém deveria sequer se dar ao trabalho de apresentá-las¿, disse Osama Hamdan, um dos representantes do Hamas na Síria, em entrevista à rede de TV Al-Jazira