Título: Crise quase duplicou o desemprego industrial
Autor: Farid,Jacqueline
Fonte: O Estado de São Paulo, 25/04/2009, Economia, p. B3
Taxa subiu de 3,1% em outubro para 6,1% em março A indústria concentrou os piores resultados entre os grupos de atividade, em março. De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego do setor praticamente dobrou de outubro do ano passado (3,1%), mês que marcou o início dos efeitos da crise na produção industrial, para março deste ano, quando chegou a 6,1%, a maior taxa de desemprego industrial apurada pelo IBGE desde julho de 2003.
Em fevereiro, a taxa de desemprego do setor havia sido de 5,4%. "Há um cenário econômico que não está favorável, sobretudo para a indústria, e isso tem efeitos no mercado de trabalho", observou Azeredo. Em março, o número de pessoas ocupadas na indústria caiu 1,5% em relação a fevereiro e recuou 1,2% por cento ante março do ano passado.
Por outro lado, as maiores expansões no número de ocupados no mês foram apuradas nos grupos de educação, saúde e administração pública, com alta de 2% ante fevereiro e de 3,6% ante março de 2008.
JOVENS
O desemprego provocado pela crise está afetando sobretudo a população mais jovem, como destacou Azeredo. Em março, a taxa de desemprego para a faixa etária de 16 a 24 anos subiu para 21,1%, a maior desde agosto de 2007. Em fevereiro, a taxa para esse grupo era de 18,9%.
Tradicionalmente, a taxa para essa faixa da população é mais alta porque a falta de qualificação e experiência dificulta a inserção no mercado de trabalho. "Com a chegada da crise e um número maior de pessoas procurando trabalho, esses quesitos vão falar ainda mais alto", disse o técnico do IBGE.
Em relação aos anos de estudo, a faixa mais afetada pela crise é a de desocupados com 8 a 10 anos de estudo, ou seja, que não completaram o segundo grau. Para esse grupo, a taxa de desemprego subiu de 10,3% em fevereiro para 11,3% em março.
RENDA
A boa notícia do mercado de trabalho metropolitano em março ficou, mais uma vez, com os dados de rendimento. A renda média real dos trabalhadores chegou a R$ 1.321,40 nas seis regiões pesquisadas, com alta de 5% ante março do ano passado. Houve queda de 0,2% ante fevereiro, variação considerada como "estabilidade" por Azeredo.
Nas contas do Iedi, a massa de rendimentos dos ocupados, calculada pelo número de pessoas ocupadas e do rendimento médio recebido pela população, apresentou em março estabilidade ante o mês anterior, após ter recuado 1,1% em fevereiro. No confronto com março do ano passado, observou-se uma elevação de 5,9%. Já no acumulado do primeiro trimestre de 2009, a variação foi de 6,6%.
, segundo IBGE